Ganhando mais uma chance como goleiro titular do Corinthians (é a segunda neste ano), Danilo Fernandes quer usar os conhecimentos táticos que adquiriu como “auxiliar” de Tite para vencer o Comercial, neste domingo, às 16h, em Ribeirão Preto, com transmissão em tempo real pelo LANCENET!.
A “segunda função” do goleiro reserva de Julio Cesar foi exercida durante os jogos de 2011. Sempre no banco, coube ao camisa 22 ajudar o chefe na condução do time em campo. Com um rádio na mão, Danilo conversava com o auxiliar técnico Cleber Xavier, que ficava nas cabines do estádio analisando os duelos com uma visão panorâmica. Como mediador, Danilo passava tudo que o auxiliar via para o treinador na beira do campo. Quando o comandante precisava, fazia o mesmo falando com Cleber.
– Às vezes, eram informações de posicionamento. Ver um jogador que está meio apagado e fazer com que ele entre no jogo. Pedir para jogar a bola nele. Jogadas que vão precisar ser discutidas durante o intervalo. Eu conversava tudo isso com Cleber e falava para Tite – afirmou, em entrevista exclusica ao LANCENET!.
Nesta temporada, apesar de continuar como reserva, Danilo não vem fazendo este trabalho. Antes, por regras da Fifa, os treinadores não podiam usar tal recurso na beira do gramado. No entanto, com a autorização da entidade, o treinador tem se virado sozinho. Quase um ano quebrando um galho de Tite, o goleiro já se acha um auxiliar.
– Por um tempinho, eu fui um auxiliar, sim. Mas não ganhei o bônus no salário (risos). Foi uma experiência bem legal e diferente.
Hoje, em Ribeirão Preto, Danilo poderá usar um pouco dessa bagagem dentro de campo. Como os goleiros têm uma visão privilegiada, caberá a ele ajudar no posicionamento do time. Na defesa, terá de orientar também os mais jovens da base Marquinhos e Antônio Carlos, que formarão a dupla de zaga.
Dando sua contribuição ao clube por 16 anos, Danilo agora deixará de ajudar Tite no banco...
– Agora é hora de ajudar dentro de campo. Tomara que venha vitória!
Danilo Fernandes
Goleiro do Corinthians, em entrevista exclusiva ao LANCENET!
‘Acrescenta taticamente. Gostei muito de ajudar’
Como foi para você dar essa ajuda a Tite durante um tempo? Já havia feito com outro treinador?
Foi só com Tite mesmo. Comecei no ano passado, quando passei a ir para o banco de reservas. Conversava com (o auxiliar) Cleber Xavier, que ficava nas cabines do estádio. O que Cleber me falava eu passava para Tite. E o que Tite me passava, eu transmitia para Cleber lá em cima, orientações do jogo.
Foi só com Tite mesmo. Comecei no ano passado, quando passei a ir para o banco de reservas. Conversava com (o auxiliar) Cleber Xavier, que ficava nas cabines do estádio. O que Cleber me falava eu passava para Tite. E o que Tite me passava, eu transmitia para Cleber lá em cima, orientações do jogo.
Quais tipos de orientações?
Às vezes, era de posicionamento. Algum jogador que estava muito aberto. Ver um jogador que estava meio apagado e fazer com que ele entrasse no jogo. Pedir para jogar a bola nele. Basicamente isso. Jogadas que iriam precisar ser discutidas durante o intervalo. Até algumas coisas táticas...
Às vezes, era de posicionamento. Algum jogador que estava muito aberto. Ver um jogador que estava meio apagado e fazer com que ele entrasse no jogo. Pedir para jogar a bola nele. Basicamente isso. Jogadas que iriam precisar ser discutidas durante o intervalo. Até algumas coisas táticas...
E você se adaptou facilmente?
Não lembro quando foi a primeira vez. Mas no começo foi estranho para mim (risos). Eu não entendia muito bem o que ele me falava. O barulho do estádio atrapalha. Eu tinha de aumentar e depois abaixar o volume (do rádio). Mas fui pegando o jeito e gostei muito de ajudar.
Não lembro quando foi a primeira vez. Mas no começo foi estranho para mim (risos). Eu não entendia muito bem o que ele me falava. O barulho do estádio atrapalha. Eu tinha de aumentar e depois abaixar o volume (do rádio). Mas fui pegando o jeito e gostei muito de ajudar.
Acabou pegando uma noção tática maior com essa experiência?
Acrescenta muito. Você passa a ficar muito mais concentrado no jogo. Tem de reparar em coisas que não reparava antes. Como sou goleiro, eu olhava mais para o meu posicionamento. Agora, como auxiliar, você tem de ver o time inteiro e o adversário. Acaba que, mesmo sem Cleber me falando, eu já passava coisas que eu via para Tite.
Acrescenta muito. Você passa a ficar muito mais concentrado no jogo. Tem de reparar em coisas que não reparava antes. Como sou goleiro, eu olhava mais para o meu posicionamento. Agora, como auxiliar, você tem de ver o time inteiro e o adversário. Acaba que, mesmo sem Cleber me falando, eu já passava coisas que eu via para Tite.
Alguma situação inusitada?
Teve uma vez que Cleber falou e eu não entendi qual era o jogador. Fui na minha consciência. Achei que era Willian que estava muito aberto e falei isso para Tite. Foi por opção minha. Ele fechou um pouco Willian, mas não deu errado não, acho que deu certo (risos).
Teve uma vez que Cleber falou e eu não entendi qual era o jogador. Fui na minha consciência. Achei que era Willian que estava muito aberto e falei isso para Tite. Foi por opção minha. Ele fechou um pouco Willian, mas não deu errado não, acho que deu certo (risos).
Nunca brincou no banco falando para Tite colocá-lo no jogo?
Eu brinco com os caras no banco. Falo que vou mandar Tite me colocar. Brinquei muito com isso. Falava com alguém no banco: “Jorge Henrique, vou colocar você, se prepara. Vou mandar Tite lhe colocar”. Aí o pessoal ficava na dúvida, brincadeira normal entre a gente.
Eu brinco com os caras no banco. Falo que vou mandar Tite me colocar. Brinquei muito com isso. Falava com alguém no banco: “Jorge Henrique, vou colocar você, se prepara. Vou mandar Tite lhe colocar”. Aí o pessoal ficava na dúvida, brincadeira normal entre a gente.
Pensa em ser técnico um dia, após ter tido essa experiência?
Acho que não, viu (risos). Acho que não é para mim. É muito difícil e complicada essa profissão. Tem de gostar muito de trabalhar com isso. Eu gosto mesmo é de defender, fazer os trabalhos de um goleiro. Acho que eu não daria certo na beira do campo como técnico, não.
Acho que não, viu (risos). Acho que não é para mim. É muito difícil e complicada essa profissão. Tem de gostar muito de trabalhar com isso. Eu gosto mesmo é de defender, fazer os trabalhos de um goleiro. Acho que eu não daria certo na beira do campo como técnico, não.
Curiosidades da carreira do ‘goleiro-auxiliar’
Partida que marcou
Apesar de colocar sua estreia (contra o Atlético-PR no ano passado, no empate em 1 a 1, na Arena da Baixada) como o jogo que ficou na sua carreira, Danilo acredita que seu melhor desempenho foi jogo seguinte, no empate em 0 a 0, contra o Santos, pelo Brasileirão do ano passado: “Apesar de estreia sempre marcar, acho que contra o Santos, na Vila Belmiro, eu fui muito mais exigido.”
Apesar de colocar sua estreia (contra o Atlético-PR no ano passado, no empate em 1 a 1, na Arena da Baixada) como o jogo que ficou na sua carreira, Danilo acredita que seu melhor desempenho foi jogo seguinte, no empate em 0 a 0, contra o Santos, pelo Brasileirão do ano passado: “Apesar de estreia sempre marcar, acho que contra o Santos, na Vila Belmiro, eu fui muito mais exigido.”
Amizades no clube
O camisa 22 tem Julio Cesar como seu melhor amigo dentro do elenco. Desde que subiu ao profissional, em 2008, ele treina ao lado do titular. “O Julio é meu irmão. Sempre estou junto dele e sei que é o dono da posição. Tenho mais amizade com os goleiros, a gente treina sempre juntos. O Leandro Castán, Jorge Henrique e Willian também. Mas esse grupo é muito bom, todo mundo é amigo.”
O camisa 22 tem Julio Cesar como seu melhor amigo dentro do elenco. Desde que subiu ao profissional, em 2008, ele treina ao lado do titular. “O Julio é meu irmão. Sempre estou junto dele e sei que é o dono da posição. Tenho mais amizade com os goleiros, a gente treina sempre juntos. O Leandro Castán, Jorge Henrique e Willian também. Mas esse grupo é muito bom, todo mundo é amigo.”
Lesões graves
Logo depois que disputou a Copa São Paulo de 2008, o goleiro sofreu com problemas no punho. Ao todo foram cinco cirurgias. “Operei quatro vezes o punho direito e uma o esquerdo. Tenho parafusos nos dois. Uso sempre proteção para treinar e jogar (ele mostra as mãos com faixas durante a entrevista). Fiquei uns dois anos sem jogar. Mas consegui dar a volta por cima, graças a Deus.”
Logo depois que disputou a Copa São Paulo de 2008, o goleiro sofreu com problemas no punho. Ao todo foram cinco cirurgias. “Operei quatro vezes o punho direito e uma o esquerdo. Tenho parafusos nos dois. Uso sempre proteção para treinar e jogar (ele mostra as mãos com faixas durante a entrevista). Fiquei uns dois anos sem jogar. Mas consegui dar a volta por cima, graças a Deus.”
Fora de campo
Danilo não cita nenhuma atividade específica que costuma fazer além de jogar futebol. O goleiro prefere curtir a sua futura esposa nas folgas. “Estou bem sossegado. Procuro ficar com minha noiva, gosto de ir no cinema, sair para comer com ela. Nada de mais. Leio um livro de vez em quando. Gosto de escutar música de todos os estilos. Tenho um gosto bem eclético.”
Danilo não cita nenhuma atividade específica que costuma fazer além de jogar futebol. O goleiro prefere curtir a sua futura esposa nas folgas. “Estou bem sossegado. Procuro ficar com minha noiva, gosto de ir no cinema, sair para comer com ela. Nada de mais. Leio um livro de vez em quando. Gosto de escutar música de todos os estilos. Tenho um gosto bem eclético.”
Lesão de Julio Cesar evitou saída do clube
Danilo Fernandes não estaria no Corinthians se não fosse a lesão de Julio Cesar, que em julho do ano passado sofreu uma luxação exposta no dedo mínimo da mão esquerda no jogo contra o Botafogo, em São Januário, pelo Brasileiro.
Poucos dias antes de o camisa 1 ter a lesão, Andrés Sanchez chamou Danilo em sua sala e, sem rodeios, informou que o clube não renovaria seu contrato, com previsão de término para dezembro. O ex-mandatário explicou que não havia mais o que fazer, e que o aviso com tanta antecedência estava sendo feito para que ele buscasse algo para seu futuro...
Danilo entendeu o recado e seguiu sua vida, que se dividia entre os treinos como terceiro goleiro e as aulas na faculdade. Foi aí que Julio teve a lesão. Renan, então reserva imediato, foi colocado. Mas sentiu o peso da camisa e, três jogos depois, acabou barrado por Tite.
Danilo assumiu a titularidade e, diante de Atlético-PR (na Arena) e Santos (na Vila), mostrou personalidade, atuou bem e deu tranquilidade à torcida. O ex-mandatário não teve dúvida: chamou Danilo em sua sala de novo, comunicou o aumento do salário e a extensão do seu contrato. Agora, o goleiro tem vínculo até dezembro de 2014.
Invicto como titular no Timão
Prova de que Danilo Fernandes tem se saído bem nas oportunidades dadas por Tite é que o goleiro não sabe o que é perder quando inicia um jogo como titular na meta corintiana. Foram quatro jogos oficiais até agora: três empates e uma vitória. Outro fator que chama a atenção é que os gols sofridos só foram de pênaltis, no jogo contra o Guarani, neste ano, e Atlético-PR, na temporada passada.
– Não perdi jogando como titular ainda. Foram empates e uma vitória, se eu não me engano. E tem mais, só tomei gols de pênaltis até agora. E todos foram no meio do gol. Nenhum batedor chutou em um dos cantos – lembrou o goleiro, durante a entrevista concedida ao LANCE!, no CT.
Além dos dois confrontos, ele ficou sem ser vazado contra o Santos (0 a 0), no ano passado, e o São Caetano (2-0).
Fonte: Lance

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